Recentemente chegado ao Rio de Janeiro em 1997, a idade de 14, Nelcirlan Souza de Oliveira ficou impressionado com a paisagem, a arquitetura e a atmosfera das favelas que cobriam a cidade. Ele decidiu se divertir em reproduzir esta realidade em seu próprio quintal com tijolos pintados que eram restantes do trabalho de construção do pai de ele. Enquanto começou construir este campo urbano, rapidamente atraiu a atenção de outros sete meninos locais. Desde então, o que começou como um mero jogo de criança se transformou uma maneira para que os meninos tenham não somente um lugar de divertimento, mas para recriar sua própria realidade. Em Morrinho construíram a cidade e as favelas como conheciam elas, e atuaram a vida como desenvolveu em frente deles - todo o bom e todo o mau.
Em 2001, os diretores de cinema, Fábio Gavião e Markão Oliveira, visitaram a comunidade e viram uma oportunidade de contar não somente a história dos meninos, mas de permitir que os meninos mesmos contassem ela. Começaram treinar os adolescentes nos meios audiovisuais - câmera e trabalho da edição - e ajudaram eles filmar seus próprios filmes das histórias que desenvolveram no Morrinho. A equipe Morrinho agora trabalha de contrato como operadores cinematográficos e editores profissionais de filme. Além disso, as cineastas cronicaram anos críticos no crescimento de Projeto Morrinho enquanto se tornou conhecido como uma exibição da arte e ganhou atenção nacionalmente e internacional.
Nos últimos anos, o grupo exibiu maquetes de escala menor do maquete do Morrinho em Brasil e Europa, incluindo o Fórum Urbano do Mundo em Barcelona (2004), O Ponto Ephémère em Paris (2005), e o Bienal de Veneza Bienal (2007). O caráter e a inovação original dos maquetes de Morrinho foram reconhecidos por críticos como uma expressão legítima da arte contemporânea, e continuam chamar a atenção internacional de jornalistas, arquitetos, músicos, acadêmicos, e turistas.
Em 2008, após sete anos de seguir o Morrinho e as vidas dos criadores, Gavião e Oliviera lançaram o documental titulado “Morrinho: Deus sabe tudo mas não é X-9.” O filme ajudou Morrinho ganhar mais publicidade pra sua missão, e comunicar a verdade simples de a que alturas um o grupo de juventude podem se levantar com a criatividade e motivação interna, não importando o nível de instrução ou status socioeconômico.






